Delta Sleep-Inducing Peptide — Nonapeptídeo — 2mg
DSIP
O DSIP (Delta Sleep-Inducing Peptide) é um nonapeptídeo de sequência Trp-Ala-Gly-Gly-Asp-Ala-Ser-Gly-Glu, isolado pela primeira vez em 1977 por Schoenenberger e Monnier a partir do sangue venoso cerebral de coelhos submetidos a estimulação elétrica indutora de sono de ondas lentas (fase delta) — origem que deu nome ao peptídeo. Desde então, foi investigado ao longo de décadas, majoritariamente em modelos animais e em um número reduzido de estudos clínicos pequenos realizados nas décadas de 1980 e 1990. O mecanismo de ação não está totalmente elucidado. As hipóteses mais discutidas na literatura incluem interação com a neurotransmissão GABAérgica e modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, com redução da liberação de ACTH e cortisol em contextos de estresse agudo em alguns estudos. Apesar do nome, os resultados sobre o aumento efetivo do sono de ondas delta em humanos são inconsistentes entre os estudos publicados: parte deles relata melhora subjetiva da qualidade do sono e redução de marcadores de estresse, sem confirmação objetiva por polissonografia de um aumento consistente do sono de ondas lentas. É necessário ser transparente quanto ao nível de evidência: a base de dados em humanos é relativamente escassa, composta majoritariamente por estudos pequenos, antigos e com metodologia limitada para os padrões atuais — sem ensaios clínicos randomizados e controlados de grande porte que confirmem de forma robusta o mecanismo proposto. O DSIP deve, portanto, ser entendido como um composto de interesse investigacional para arquitetura do sono e modulação do estresse, e não como uma terapia de eficácia estabelecida. Seu uso em protocolos de otimização do sono é empírico e deve ocorrer sob acompanhamento médico, com expectativas alinhadas ao estágio real da evidência disponível.

Benefícios
- Possível melhora subjetiva da qualidade do sono e da percepção de sono profundo
- Modulação do eixo do estresse (ACTH/cortisol) relatada em estudos preliminares
- Perfil de baixa toxicidade nos estudos publicados até o momento
- Interesse investigacional em suporte a distúrbios do ritmo circadiano e jet lag
- Uso complementar a protocolos de otimização do sono sob avaliação médica
Efeitos adversos conhecidos
- Dados de segurança humana limitados a estudos pequenos e antigos
- Sonolência diurna leve
- Tontura transitória (relatos esparsos)
Esta lista não é exaustiva. Consulte um médico antes de iniciar qualquer protocolo.
Para quem é indicado
- Distúrbios do sono e queda percebida na qualidade do sono profundo
- Estresse crônico com desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
- Distúrbios do ritmo circadiano, incluindo jet lag
- Investigação em protocolos de otimização do sono sob supervisão médica
- Pacientes sem resposta satisfatória a abordagens convencionais de sono, mediante avaliação individualizada
Referência de Dosagem
As informações abaixo são de caráter estritamente educativo. Somente o médico responsável pelo seu caso define dose, frequência e via de administração.
Via de administração
Subcutânea
Frequência típica
Diária, à noite antes de dormir
Dose de referência
100mcg à noite
Apresentações
100mcg · 250mcg
Reconstituição (referência)
Diluir em 1–2mL de água bacteriostática
Informação educativa: Aplicação noturna, próxima ao horário de dormir. Dados humanos limitados a estudos pequenos e datados — reavaliação médica periódica. O protocolo individual é definido exclusivamente pelo seu médico.
Calculadora de Diluição
Preencha frasco → água → dose (UI)
O resultado aparece automaticamente
Ferramenta de referência para reconstituição. Cálculo baseado em seringa U-100 (1 mL = 100 unidades). A dose prescrita é definida exclusivamente pelo seu médico.
Perguntas frequentes — DSIP
O DSIP realmente induz sono de ondas delta?
Apesar do nome, os resultados em humanos são inconsistentes entre os estudos publicados. Parte deles reporta melhora subjetiva do sono sem confirmação objetiva por polissonografia de um aumento consistente do sono de ondas lentas. O mecanismo de ação permanece apenas parcialmente elucidado.
Qual o nível de evidência científica do DSIP?
A base de evidência é majoritariamente pré-clínica (estudos em animais) somada a um número reduzido de estudos humanos antigos, das décadas de 1980 e 1990, com metodologia limitada para os padrões atuais e sem replicação recente em ensaios robustos. Deve ser considerado um composto de interesse investigacional, não uma terapia de eficácia estabelecida.
Tem registro ANVISA ou aprovação regulatória?
Não. O DSIP não possui registro na ANVISA nem aprovação regulatória em qualquer país como medicamento finalizado. A importação para uso pessoal com prescrição médica é amparada pela RDC 81/2008 da ANVISA.
Precisa de prescrição médica para importar DSIP?
Sim. A importação exige prescrição médica conforme RDC 81/2008. Dado o nível ainda preliminar da evidência científica em humanos, o acompanhamento médico é especialmente importante para alinhar expectativas — a triagem gratuita da NeovaMed conecta você a médicos especializados para avaliação individualizada.
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